A sinceridade da estrela chega a ser constrangedora. Mas afinal, a traição deve ser motivo para o término da relação? Especialistas respondem a essa questão que, para muitas mulheres, é o fim do mundo!
:: PODE "A fidelidade traz prejuízos para uma relação amorosa. Você tem que ceder sempre por causa do outro. O relacionamento extraconjugal pode não significar grande coisa para o parceiro e até fortalecer o vínculo de uma relação estável. Além disso, é muito comum e não deveria ser traição. É ingenuidade acreditar que vai ficar 30 anos só tendo tesão pela mesma pessoa, sem se apaixonar por mais ninguém. O importante é se sentir amada e desejada. Se existe isso, o que seu parceiro faz fora da relação não deveria ser importante". Regina Navarro Lins, psicanalista e sexóloga, autora do livro A Cama na Varanda
:: DEPENDE "A monogamia é uma criação cultural. É uma regra da sociedade que não funciona para todos os casais. Todo mundo já ouviu falar que as pessoas querem é reproduzir a espécie. Isso é um comportamento biológico. A traição, portanto, não deveria ser considerada algo anormal e nem normal. Em um relacionamento, a única regra é sempre respeitar o parceiro e a você mesma. Se não concorda com relações extraconjugais, deixe isso claro para o seu companheiro sempre." Léo Lerner, ginecologista e sexólogo da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana
:: NÃO PODE Quando assumimos uma relação, fica entendido que ela será monogâmica, ou seja, um parceiro vai desejar unicamente o outro. É uma opção. Por isso, a traição não é esperada e nem aceita. A pessoa, ao ser traída, vai rever os seus valores e checar até que ponto a traição penetrou na sua alma. Para alguns, é tão profunda que destrói o amor para sempre. Para outros, porém, pode significar uma grande chance de recomeçar, com um novo pacto de fidelidade feito entre o casal." Márcia Sant'Ana Aragão, psicóloga da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana
As razões pelas quais eles traem, baseadas no livro Encontros, Desencontros e Reencontros, da psicóloga Maria Helena Matarazzo, podem ser conferidas na edição 569 impressa de AnaMaria.