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Mesmo com a melhor infra-estrutura, a Globo fez
feio na cobertura da maior tragédia aérea do país
Gente, é evidente quando acontece uma tragédia na proporção da que aconteceu com o avião da Tam
Apesar da grande infra-estrutura do jornalismo da Globo, ela pisou na bola! Tudo por causa da incrível falta de improviso da equipe de repórteres – e incluo aqui o âncora do Jornal Nacional William Bonner, que ficou com cara de paisagem perguntando o óbvio. Rosana Jatobá, ancorando o SP TV, é forte candidata ao prêmio tico e teco pela pergunta feita ao repórter Rodrigo Bocardi. Diante daquele horror, o fogo devorando tudo e todos, sem a mínima esperança de sobreviventes, ela pergunta: “Rodrigo, você tem alguma informação sobre o estado de saúde dos passageiros?”. Seria engraçado, se não fosse trágico!
Existe um momento crítico entre a informação e o sensacionalismo. Entre a informação e o respeito diante da tragédia. Entre a informação e o faturamento e a audiência. Enfim, ética ao menos diante da dor. Mas todas as emissoras nestas terríveis circunstâncias passam do limite da informação para o excesso, até banalizar o horror.
Voltando à Globo, seria bom que ela treinasse melhor seus profissionais de jornalismo para enfrentarem o imprevisto, pois a vida não é feita de padrão de qualidade. Infelizmente, a tragédia nos espreita, faz parte da condição humana. Sabe, cara leitora, o que falta para esses repórteres engomadinhos? Falta sarjeta, um pouco de vida dura e uma emissora com menos mordomia.
Veja você que o pessoal da Band, com toda a dificuldade, mostrou superioridade na cobertura do fatídico acidente. É bem verdade que a Band sempre priorizou o jornalismo livre e independente. Sempre foi uma voz forte dentro das possibilidades de liberdade. A Globo, no entanto, apesar de sua infra-estrutura, sempre teve um jornalismo engessado, onde os âncoras são meros leitores de teleprompter