Os chefes que humilham são covardes, mas muitos briguentos têm um ótimo coração...
Gente, o tema da coluna foi proposto por uma leitora indignada com a maneira como os patrões tratam os empregados nas novelas. Ela cita como exemplos Ferraço (Dalton Vigh), da falecida novela Duas Caras, e Cícero (Osmar Prado), de Ciranda de Pedra. Com muita razão, a cara leitora acredita que a novela poderia colaborar de algum modo, ensinando aos patrões um tratamento mais educado e justo com relação aos empregados. Concordo com a leitora, mas... sempre tem um “mas”!
Ferraço realmente humilhava os empregados de maneira cruel. Como foi humilhado quando criança e adolescente, descarregava seus complexos naqueles que não podiam reagir — atitude covarde, deplorável. Sempre é pequeno aquele que sobe na cabeça dos outros para ficar mais alto!
Não tenho a mesma análise com relação a Cícero. Ele é filho de italianos: briguento e bocudo, ele xinga, grita, esperneia, mas não humilha ninguém; é justo e tem sentimentos nobres. Suas brigas são típicas dos italianos. Quem escuta a briga de uma família italiana e não os conhece pensa que vai sair morte!
Que nada... acabou a briga, beijos e abraços — e vamos comer a massa! Permita-me a leitora dar o exemplo da minha experiência. Já tive um chefe que comia o meu fígado aos berros, mas que foi o chefe mais humano que tive. Na hora do desespero, ele nunca deixou de me socorrer! Por outro lado, tive chefe muito educado, que nunca levantou a voz, mas que sabia me fazer pequena, inferior, em sua educação.
Sem palavras grosseiras, me colocava debaixo das patas do cavalo do índio e jamais foi generoso ou teve uma atitude humana: era apenas educado. Deixo que minha cara leitora decida qual é o melhor chefe para conviver.
anamariaantunes@uol.com.br::luciana::olá xênia, após muito tempo encontrei vc; essa é uma das maravilhas da internet, sou sua fã desde pequena quando vc tinha programa na tv, te admiro muito e sempre que leio suas crônicas vejo retratado em suas palavras o que sinto e gostaria de expressar. Parabéns e tudo de bom. lucianam sp.
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21/07/2008 - 22:22
melitamelo@oi.com.br::Maria Amelia::Querida Xénia Vc é o máximo!Que saudade de vc na TV. Suas cronicas são sempre cheias de coerencia e brilho.Volte para a Tv. Vc ajudou muita gente com a sua inteligencia brilhante.A mim então nem se fala.Tudo de Bom para vc Muita Saude Sua admiradora Maria Amelia
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23/06/2008 - 08:30
anapaulareche1@ig.com.br::Ana Paula::Xênia, gostaria de comentar não apenas essa, mas todas as suas crônicas...Adoro o seu jeito sincero e destemido (doa a quem doer!) de escrever.É a primeira coisa que eu leio da revista, e nunca me decepcionei com nenhum assunto ou opinião sua. Um grande abraço
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22/06/2008 - 20:24
elainealves716@hotmail.com::Elaine Alves::Bem, em primeiro lugar quero agradecer a revista e a Xênia quanto a aceitar minha sugestão e a publicação sobre o tema (patrões e empregados) na edição nº 610 de 20 de junho de 2008, me sinto lisonjeada. A seguir gostaria de continuar o debate categorizando o possível comportamento de patrões ou empregadores em: grosseiros e desumanos (os piores), os grosseiros e humanos, os gentis e desumanos (nauseantes) e os gentis e humanos (os melhores), na verdade penso que não necessariamente gentis, mas que saibam respeitar seus subordinados, assertivos... Minha decisão é que esse é o melhor chefe para se conviver, não são comuns esses chefes, podem ser poucos, mas existem. Não tenho a pretensão que as novelas apresentem esse modelo ao público, mas minha intenção foi discutir o assédio moral, ser humano não justifica ser grosseiro, xingar, desrespeitar, foram criadas leis sobre isso, não? Perdoe a minha ignorância sobre o assunto. Entretanto independente do aspecto legal existe o aspecto moral. Sei da realidade, de como os trabalhadores são desprotegidos e têm de se submeter a injustiças, mas não posso deixar de ficar indignada, quando vejo NATÉRCIOS, HERTAS, FERRAÇOS e porque não Cíceros, um subordinado italiano não tem o direito de ser grosseiro a despeito de sua cultura, acho que precisamos refletir o limite nas relações de poder, e é claro que, se a arte imita a vida, não há nada diferente a ser apresentado na televisão, o que não impede que eu demonstre minha indignação, como a Xênia faz tão bem, como no caso da Isabela e em tantas outras situações.....Obrigada Ana Maria, obrigada Xênia. Elaine Alves
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21/06/2008 - 14:29
maria.olivatto@gmail.com::Maria::Linda Xênia! Concordo com os seus comentários. Para o bom observador fica tranquilo perceber a diferança entre Ferraço e Cícero. Trabalhei 30 anos em uma empresa alemã, com chefes-gerentes-diretoria oriundas da Alemanha e mesmo eles, considerados um povo frio e impessoal, tinham sempre que sugia oportunidade um relacionamento muito amistoso e sempre atentos ao "lado humano" dos colaboradores.Quando eles se foram e os seus postos foram assumidos por brasileiros, a coisa descambou para o jogo de poder e a clara diferenciação entre colaboradores e chefia: "Eu mando e você obedece." "Aqui não é casa de caridade". " O horário de entrar é sagrado, mas o termino do expediente é a chefia que determina" e por aí vai....
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19/06/2008 - 17:11
bruninha_0582@hotmail.com::bruna::Xênia ola,sempre leio suas crônicas,mais de um tempo pra cá,não estou gostando pois qualquer assunto que vc discute,sempre aconteceu com vc,parece que tudo acontece contigo ou com sua neta.será que vc fala isso pra ter mais credibiladade no que diz.me desculpe a sinceridade.um abraço
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19/06/2008 - 16:08
marisa@uol.com.br::Marisa::Querida Xênia, eu acho que nenhum chefe é melhor do que o outro. A relação entre chefe e empregado também depende do empregado. Se um empregado cumpre bem as suas obrigações, tem iniciativa e se envolve com o seu serviço, um chefe bocudo não terá o que reclamar, nem será ofensivo com ele, e um chefe educado também ficará satisfeito. O brasileiro, por razões culturais, sempre espera que seu chefe seja também seu amigo, que o ajude quando precisar, e que o socorra em suas necessidades. Mas, um chefe não tem obrigação de ajudar os seus empregados, e nem de considerá-los como amigos. A relação entre chefe e empregado pode ser estritamente profissional, cada um cumprindo as suas obrigações. Não vejo nenhum mal nisso. Penso que estamos caminhando para esse tipo de relação, tal como já ocorre com os europeus e com os americanos. E essa relação mais formal pode ser muito eficiente e benéfica para ambos os lados, pois torna os empregados mais independentes e eficientes e os patrões mais justos e satisfeitos.
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18/06/2008 - 13:44
rodrigocarregal27@hotmail.com::Rodrigo::Concordo plenamente.Realmente existem pessoas com cargo de chefia ke são calmas e educadas,mas ke no fundo kerem humilhar. e prejudicar,e pessoas firmes,as vezes grosseiras mas ke no fundo sempre ajudam kem precisam. O ke importa éh o coração,jamais o jeito de ser!
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18/06/2008 - 10:56