A DONA DA HISTÓRIA: Denise da Silva Solano, 29 anos, recepcionista, São Paulo, SP
Quando decidi bater na porta do José depois de anos sem nenhum contato, confesso que fiquei sem graça. No mesmo dia em que o encontrei no Orkut, depois de apenas uma conversa por telefone, lá estava eu na porta do apartamento dele. Ai, que vergonha... Juro que não esperava ser tratada tão bem por alguém que não via há uma década. Saímos, nos sentamos num banco da praça e começamos a relembrar os tempos de escola. Conversa vai, conversa vem, ele me pediu um beijo e eu dei.
Eu e o José estudamos do jardim de infância até a oitava série na mesma sala. Até quadrilha dançamos juntos na escola! Na terceira série, com 9 anos, eu gostava do melhor amigo dele, e minha melhor amiga gostava do José. Mas ficava tudo na paquera, nunca rolou nada. Éramos crianças... os moleques queriam mais era jogar bola.
Depois de alguns anos, quando já tínhamos 15, eu comecei a me interessar pelo José. Já era maiorzinha, bateu uma coisa de química, sabe? Antes que tivéssemos alguma coisa, o destino nos separou. Eu passei para o primeiro colegial e ele repetiu de ano. Depois disso, fomos para escolas diferentes e perdemos contato. Como muitas turmas de amigos do colégio, a minha se distanciou.
O JOSÉ SEMPRE FOI MEU AMOR
Os anos se passaram e eu achava que jamais iria reencontrá-lo. Ficava imaginando como seria a fisionomia dele depois de crescido. Onde estaria? O que estaria fazendo? Será que tinha se casado? Nunca superei aquele amor de adolescente e ainda acreditava que o José era o homem da minha vida.
Durante os dez anos em que perdemos contato, só tomei fora na vida. Quando me dava conta, era pé na bunda! Então, resolvi tomar uma atitude: planejei um encontro da turma e comecei a procurar as pessoas. Foi no Orkut que reencontrei meu José. Mandei um recado pelo site de relacionamentos perguntando se ele lembrava de mim.
A vontade de nos vermos era tão grande que não deu pra esperar até o dia seguinte. Marcamosde nos encontrar naquele dia no prédio dele, que era o mesmo daquela época. Me arrumei, fiz uma escova e fui ao encontro do meu amor. Quando ele abriu a porta, parecia espantado e feliz ao mesmo tempo. Me tratou com muito carinho e, de cara, me tomou como sua namorada.
ACHEI MEU PRÍNCIPE
Sabia que tinha encontrado minha alma gêmea... Ficamos até ter certeza do nosso amor e, então, assumimos o namoro. Um ano se passou, e a vontade de ficar juntos aumentava. No ano passado ficamos noivos. Hoje, sou a mulher mais feliz do mundo porque reencontrei o homem que, desde criança, eu sabia que seria meu grande amor.