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zibiagasparetto

Reencarnação: quando e por quê?

“Gostaria de saber quanto tempo levamos para reencarnar quando morremos. Perdi meu pai em 2003 e tenho certeza de que meu filho é a reencarnação dele. Sabe, quando eu estava grávida sonhava muito com papai. Até que, duas semanas antes de fazer um ultra-som para saber o sexo do bebê, ele me apareceu num sonho e mostrou que eu estava esperando um garoto. Não falou nada: só me mostrou a criança peladinha, para que eu pudesse identificar o sexo. Logo depois o exame confirmou: era menino. Esse sonho me tocou muito e, depois que tive meu filho, em dezembro de 2006, não sonhei mais com meu pai."
Renata


Varia muito o tempo durante o qual cada um fica no astral após a morte. Vários fatores interferem: a necessidade de recuperação dos problemas que levaram a pessoa deste mundo, a preparação antes de pensar em voltar a viver na Terra.... O mais comum é demorar bastante tempo. Mas, em casos especiais, quando tudo concorre para que essa volta seja muito proveitosa para todos os envolvidos, é possível voltar depressa.

As reencarnações acontecem de maneira natural, regida pelas sábias leis da vida – sempre visando o progresso do espírito. Daí as reencarnações especiais serem programadas por espíritos elevados, que estudam o caso em profundidade, buscando soluções. Esse processo não sofre interferência alguma da vontade do desencarnado ou dos familiares que desejam recebê-lo de volta.

Afinal, quase todo mundo gostaria de ter o espírito de seu ente querido de volta, sem saber em que condições emocionais e espirituais ele se encontra. Ora, retornar sem ter ainda se recuperado emocionalmente das experiências vividas na Terra poderá desequilibrá-lo ainda mais e prejudicar seu progresso, justamente o objetivo maior da reencarnação.

As paixões, mágoas e frustrações precisam de uma pausa. Nela, o espírito analisa seus sentimentos, retoma a vida astral, descobre seus pontos fracos e sente que tipo de experiência na Terra lhe será útil para tornar-se uma pessoa melhor. Você viu seu pai apontar para o menino e acredita que é ele que está de volta. Talvez seja verdade e, durante a vida de seu filho, poderá observar traços pessoais que comprovem essa hipótese.

Mas também pode ser que ele apenas tenha vindo mostrar que você teria um menino. Nesse caso, ele não reencarnou. Afinal, que diferença faz? O amor que sente pelo seu filho será o mesmo, ainda que ele não seja o espírito de seu pai. As pessoas dão importância demais à volta de um ente querido, mas a vida faz tudo direito e seu filho é exatamente a pessoa que você precisa para contribuir para seu amadurecimento.

São as nossas necessidades de aprender que determinam os laços de união entre os seres. É nessa troca de experiências, enfrentando desafios uns com os outros, que vamos abrindo nossa compreensão, tornando-nos mais conscientes. A vida em família, onde as diferenças de temperamento são uma constante, favorece a aprendizagem de todos.

Aprender a aceitar essas diferenças nem sempre é fácil, mas com certeza representa uma necessidade se quisermos viver melhor e mais felizes. Cada espírito que é colocado em nossa família traz seu próprio processo de desenvolvimento e, certamente, tudo fará para conseguir o que veio buscar.

Esse processo poderá levá-lo a um caminho muito diverso daquele que seus pais desejam. De nada valerá tentar intervir tentando modificar o rumo de sua vida. O melhor caminho será aceitar e procurar auxiliá-lo como puder. Essa atitude madura solidificará os laços de amizade e de amor.


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Autor: Zibia Gasparetto

Data publicação: 16:9:00 02/07/2008